Um novo endereço.
É bem isto.

Diana-Dru
Diana-Dru by Diana-Dru for men
É fato:
Todo tato, se me enruga, vira página.

Eu teço canções.
Mantras.
Palavras aquecidas no fundo de um caderno.
Tenho alma errante.
Escassamente farta.
Cheia de prefácios.
Assim como poesia de rodapé:
Sou curta.
Pequena.
Cismada.
Este poema é dedicado à Mario Cesar, Barbant, Affonso Romano de Sant'Anna, Nel Meirelles, Nonato Reis, Linaldo Guedes, Fabrício Carpinejar. DD
Se à tua porta batesse com a ponta do pé no sol a troco de meio tostão
A vida em mim seria uma pena colorida dia após dia.
Segue-me à luz,
A dor da ausência, memória, texturas, gritos e um caminho talvez.
Guardião azul dá-lhes um rumo!
Que faz um espelho num velho patamar de escada?
Se nem sempre se escolhe o melhor caminho
O céu ao menos não tem muros...
E os deuses não param de nos visitar.
Olhos Negros como vai?
Aquela janela voltada pra o mar é para ti até Dakar...
Diz-me a hora se faz favor?
Respira fundo e me liberta.
Há vida no túnel a colorir o outono
E sol no meio da multidão
Na penumbra o valor das coisas já cheira a Natal.
Um incerto estado de graça e um espírito pensativo em corpo alegre.
Hoje eu adormeço...
Um pouco antes de acordar.
Sou um anjo de costas.
De pedra e cal.
Anonimus.
Que imponderável, frágil e leve,
Veio apanhar um pouco de sol às portas do inferno.
No vazio paro para respirar
Costuro sombras
Tardes
Noites
Cheia
Até que o amor
Vaze
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