Diana-Dru, entre nós e laços


Quinta-feira , 04 de Agosto



Affonso Romano de Sant'Anna e Diana-Dru (arquivo pessoal/Agosto de 2005)

 

Pagã.

 

Batizei-me nas águas geladas de um vale inventado. Cortejei fases da lua, poetas...numa pluralidade cheia de cismas sobre as tais cores absolutas, invisíveis. Oscilei muitas vezes entre a virtude de um texto simples e a mesmice de escrever até escrever.

Noites...noites e um turbilhão de pensamentos encharcados. Estranhas combinações que se aglomeraram pelos velhos cadernos. Chavões inúteis criaram páginas brancas. Até onde eu seria o próprio enigma a decifrar? 

Seriam minhas as palavras que atiravam-se  em todas as direções sem desejar escolher caminho, este ou aquele?

Tuas sentenças amigas dizem que a luz poética penetra frestas. Que poetas não cogitam entender sobre o que não necessita ser entendido porque descobrem o prelúdio pessoal, intransferível da poesia.

Alguns textos atropelam pensamentos e nascem. Alguns são velhos rabiscos esgotados.

Enxugo a testa e o que não entendo permanece refugiado porque escondido seguro está. Até que a luz se faça, até  o que em mim se disfarça, até que o até aconteça, eu escrevo erro berro e borro. Pagã.


Escrito por Diana-Dru às 19h04
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Segunda-feira , 01 de Agosto



Eu quis falar sobre o amor. Mas nenhum poema compreendeu a intenção. Andei por dicionários buscando palavras, significados. Todas me pareceram mestiças demais. Nenhuma aceitou casar com o verso seguinte. Senti-me culpada por não conseguir estabelecer uma relação de amor sobre o próprio amor. Entendo que por trás de toda palavra o amor brinca de esconde-esconde.

Não desisti de escrever sobre o amor. No escuro, compreendo a busca pela nitidez das metáforas perfeitas. Palavras são encontros do acaso. Descobertas de bem-querer. Sem a pressa da busca ou da perfeição. E isto também quer dizer amor.


Escrito por Diana-Dru às 20h43
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Hope


Quando o sol visita minha estreita janela, deixa réstias de luz espalhadas sobre a minha cadeira preferida onde descanso a falta de sono, de sonho. A esperança sempre me pareceu vestir cetim enquanto eu, envolta em panos simples, vivo estampando cores e formas. Um dia por vez.

Cuido dos poucos, mas fartos planos. E asseguro-lhes que as horas têm mãos que aquecem borboletas até alçarem vôos enigmaticamente perfeitos. Quantas vezes o que parece não ter rumo nem prumo, voa...?


Escrito por Diana-Dru às 20h08
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