Diana-Dru, entre nós e laços


Sábado , 26 de Março


O Varal, para Marcia Maia


 

“Tenho que deixar os poemas no varal.  Esticados até descansarem mágoa. Tenho que me entender com eles. Secar toda água acumulada na enchente dos olhos. Tenho que secar. Dourar...”   Diana-Dru

 

Lavo idéias 

 

Estendo é mão de alcançar véu

E lavo idéias, minha cara

 

Gravo o vôo da águia inventando céu

E arremesso idéias, minha cara

 

Caço a voz que libera os sons

E o canto é uma outra idéia, minha cara

 

Espicho o olho sobre o veludo verde

E o capim que forra montanha

É um fruto das idéias, minha cara

 

Nada demais se tudo é assombro

assim é(s), minha cara


Escrito por Diana-Dru às 12h44
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Quarta-feira , 23 de Março


Aos pedaços


os poemas precisam de um porto. alguém que lhes aguarde a chegada. uma ponte com pensamentos. senhores, dê-lhes passagem!

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Vigiei tua volta e surpreendi hora a hora, todo o dia. Alonguei versos pelo corpo, rebordando os laços que amarraram flores. Flores são presas fáceis. Têm esperança vermelha, amarela, cor de rosa e chá. Só isto mesmo.

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E se o relógio vacila as horas, da minha porta assisto ao vento ameaçar com chuva forte. Molhadas lembranças sentam-se brejeiras à sala de estar e me aquecem. Esperam chuva como eu.

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Escrito por Diana-Dru às 23h49
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Terça-feira , 15 de Março


Diana-Dru Kids by Elissa...

Ela é simplesmente genial, sim. Especial. Vem acompanhando durante este primeiro ano, minhas incursões no blog e aprendendo muito mais do que imaginei, pudesse ter interesse. Pra minha surpresa e sei, de muitos outros blogueiros, ela criou um DDK (Diana-Dru Kids) ! E postou como gente grande. Apresento-lhes o http://dianadrukids.zip.net/

Viajem por lá...


Escrito por Diana-Dru às 00h14
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Sábado , 12 de Março


Síndrome


as palavras espalhavam-se sobre o colo e denunciavam as noites, entranhas mal dormidas...talvez. mas lhe bastava um generoso olhar sobre algum horizonte e entendia direção, o que quer que fosse futuro. são as circunstâncias que tecem os poemas carregados de farto lirismo ou seria a realidade, manuseada, para melhor detê-los? jamais saberia. pouco interessada que estava em descobrir até onde iam as falcatruas, os malabarismos técnicos que poetas (re)inventam, insolitamente, magistralmente, para compor uma sua realidade. desta feita, buscava era ins-piração. aprenderia a respirar direito, era assim preciso: o ar de todo bom poeta estava recoberto por uma fina camada de profunda esperança. e tudo aquilo, recôndito, muito calado, beirava alguma insanidade,  promovendo transfiguração nos verbos: imagens versus palavras. se à sua volta tudo lhe parecia rotineiro, o quê então fazia com que a palavra levitasse, brincasse sobre a mesa ou em seu colo, compondo aquela ciranda de músicas, as mais antigas, apesar das letras esquecidas, ainda assim soando como muito boa canção? ela andava era saudosa de lápis, caneta. e espichando-se sobre uma folha em branco desdenhou mentalmente espaço para um poema afim. por horas estava ali, espremida entre a comoção do poder sobre tudo escrever e a emoção candente de que nenhuma palavra tinha-lhe qualquer resguardo. olhando de novo para o horizonte da tão “enaltecida noite”, inteira à sua frente, dedicou aquele poema calado, sem registro em papel. seria isto ins-piração: o que se permite escrever, não só pelo que se sente mas pelo que se imagina...? "e se escrever for muito mais que sina, o teu  ofício, buscarás o signo, a palavra.  e encontrarás o significado para o que quer que seja obrar.”


Escrito por Diana-Dru às 14h02
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Quinta-feira , 10 de Março


Creia azul


desventura talvez seja não estar perto

 ...

um olhar avarandado

cisma imensidão


Escrito por Diana-Dru às 01h25
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Terça-feira , 08 de Março


Sim...


sim

 

desesperei lembrança

assumi paixão

...

o amor cavalgou

com a velocidade

do olhar distante 

com solidão a rir-se de mim

sem ti

...

eu aceitei ser

tua pequena lua

à boca da noite

dormindo

aconchegada aos vãos

...

somei à sombra 

todas as coisas mortas

até a palavra pálida e tola

seminua em papel timbrado

...

 

definhei até onde o peito coube

o amor esgarçado

febril

hostil e inesgotável

ruidoso e ausente

...

 

fui a mera criatura

ou fomos ambos caricaturas

meu amor


Escrito por Diana-Dru às 00h04
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Domingo , 06 de Março


Em tempo...



para dar cabo aos bocados

de todo desejo apertado

em saia justa

 

basta-nos o abraço

cadafalso 

arapuca


Escrito por Diana-Dru às 05h45
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Terça-feira , 01 de Março


Porque amor é sonsatez, fantasmagoria...


sonsatez

mais secreto que meu silêncio
é esse teu olhar arrimo
que me estima tua

nessa lua

envolvida em véus
ouço teu sonho
e recobro a estimada esperança

fantasmagoria

tremo versos urgentes
sou aparição estampada
um semblante teu sem fim


Escrito por Diana-Dru às 14h46
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