Diana-Dru, entre nós e laços


Terça-feira , 21 de Dezembro


Sobre sonho e desassossego by Diana-Dru


“A cada mil lágrimas sai um milagre...”
(frase da música Milágrimas, de Itamar Assumpção)


Do alto
Atiraram-me flores

Palavras

Pétalas descabidas
Um poema em construção

“A uma alma incendiada...”

Cores   Amores   Dores
Retalhos de emoção ao meio

             ...

Contornei esperas
Arrumei pedras

Alinhei descaminhos
Atingi segredo

Desfiei o incolor das horas
Seus mistérios

Até compreender
Aquela cor de coisa nenhuma

Sou um espiral
aspirante

Em vôo livre
minha queda desejada

Uma poesia
Provocando penhascos

A qualquer altura da vida

Sua cor tingindo meus olhos
Um milagre


Escrito por Diana-Dru às 10h44
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Domingo , 19 de Dezembro


Cabeça-Fronteira-Coração


Uma parte de mim espanta-se.

Outra, ignora as sombras.


 

 

Escrito por Diana-Dru às 23h11
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Domingo , 12 de Dezembro


Ao Amolador de Palavras by Diana-Dru


Se as manhãs (te) acordam sempre à hora marcada,

para quê a pressa?

 

 

Minha sina nasceu com o sereno - eu desdenhei madrugadas enxugando poemas, incensando minhas próprias fogueiras.

  

Poesia é uma esfinge, sim. Uma senhora in natura madura contemporânea céu só.

 

Há um seu lado místico que recita mantras entre versos e metáforas e um lirismo tardio que talvez incinere dores com um outro tanto a descobrir-se. Os poemas jazem para salvar-nos do esquecimento.

 

Nascendo fictícios vêm cheios do borrão de verdade que sempre abisma uma palavra reinventada.

 

Bardos

têm fardos

são prenhes

 

Não se tem que explicar como mas entender quando quanto.

 

Não é fácil tornar uma palavra par quando a caneta falha no despejo de sua carga, desejando apenas servir à sina de um poema: talvez tudo deva mesmo ser reescrito.

 

Com espasmos e assombros constantes, eu miro o espelho onde a senhora dessa nossa alma cavalga noites sinistras e descubro quão alongado é o dorso de quem a carrega.  Ela não habita os seios dos desesperados mesmo que a tormenta ensaie poetas.

 

São mãos frias que devem agasalhar a alma até que se aqueça papel. Cismar é borrar poemas apenas quando as palavras queimam.

 

Vencendo as horas hostis despertam-se os bardos.


Escrito por Diana-Dru às 11h59
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Sexta-feira , 10 de Dezembro


Twister by Diana-Dru


a poesia

acordou

olhando

para além 

da janela

enfeitiçada

 

manhãs

sem

frestas

 

noites

insidiosas

inflamadas

 

um

poema

twister

pecado

sobre

palavras

amontoadas

 

eis o cálido cálice:

embriago lampejos

pensamentos

 

minhas espadas


Escrito por Diana-Dru às 23h19
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