Deixo de ser ousada quando paro de perscrutar o pensamento de algumas estrelas. A lua não colabora com meus poemas esquisitos se minhas mãos tremem e bocejo versos tinhosos sobre qualquer papel branco. O céu surrupia-me os desejos e os sonhos bruxuleiam inquietos. Candelabros antigos queimam meu travesseiro e amaldiçôo um soneto porque a estrofe não casa, não casa e não casa. Uma palavra bastaria e apenas uma.
Amo poetas com o mesmo frenesi das madrugadas que os possuem. Quando os seus versos explodem vermelhos amanhecendo encharcados pela noite mal dormida. Se meu abraço não os alcança - é o sentimento - um novelo de linha desgarrado como poesia o que aquece a chama de tantas velas coloridas. Eu creio em beijo de jardim que enternece parque.


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