Diana-Dru, entre nós e laços


Quinta-feira , 22 de Setembro


Eu mudei e convido!


Um novo endereço. 

 http://www.dianadru.blog.com 

É bem isto.

Diana-Dru


Escrito por Diana-Dru às 16h00
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Domingo , 11 de Setembro



Diana-Dru by Diana-Dru for men

É fato:

 

Todo tato, se me enruga, vira página.

Eu teço canções.

Mantras.

Palavras aquecidas no fundo de um caderno.

 

Tenho alma errante.

Escassamente farta.

Cheia de prefácios.

 

Assim como poesia de rodapé:

Sou curta.

Pequena.

Cismada.

 


Este poema é dedicado à Mario Cesar, Barbant, Affonso Romano de Sant'Anna, Nel Meirelles, Nonato Reis, Linaldo Guedes, Fabrício Carpinejar.   DD

Escrito por Diana-Dru às 13h55
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Quarta-feira , 07 de Setembro


São flores, Senhor, são flores....


  

 

Se à tua porta batesse com a ponta do pé no sol a troco de meio tostão

A vida em mim seria uma pena colorida dia após dia.

 

Segue-me à luz,

A dor da ausência, memória, texturas, gritos e um caminho talvez.

 

Guardião azul dá-lhes um rumo!

Que faz um espelho num velho patamar de escada?

Se nem sempre se escolhe o melhor caminho

 

O céu ao menos não tem muros...

E os deuses não param de nos visitar.

 

Olhos Negros como vai?

Aquela janela voltada pra o mar é para ti até Dakar...

 

Diz-me a hora se faz favor?

Respira fundo e me liberta.

 

Há vida no túnel a colorir o outono

E sol no meio da multidão

 

Na penumbra o valor das coisas já cheira a Natal.

Um incerto estado de graça e um espírito pensativo em corpo alegre.

 

Hoje eu adormeço...

Um pouco antes de acordar.

 

Sou um anjo de costas.

De pedra e cal.

Anonimus.

Que imponderável, frágil e leve,

Veio apanhar um pouco de sol às portas do inferno.


Escrito por Diana-Dru às 22h24
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Terça-feira , 06 de Setembro



No vazio paro para respirar

 

 

Costuro sombras

Tardes

Noites  

 

Cheia

Até que o amor

Vaze


Escrito por Diana-Dru às 21h01
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Quinta-feira , 04 de Agosto



Affonso Romano de Sant'Anna e Diana-Dru (arquivo pessoal/Agosto de 2005)

 

Pagã.

 

Batizei-me nas águas geladas de um vale inventado. Cortejei fases da lua, poetas...numa pluralidade cheia de cismas sobre as tais cores absolutas, invisíveis. Oscilei muitas vezes entre a virtude de um texto simples e a mesmice de escrever até escrever.

Noites...noites e um turbilhão de pensamentos encharcados. Estranhas combinações que se aglomeraram pelos velhos cadernos. Chavões inúteis criaram páginas brancas. Até onde eu seria o próprio enigma a decifrar? 

Seriam minhas as palavras que atiravam-se  em todas as direções sem desejar escolher caminho, este ou aquele?

Tuas sentenças amigas dizem que a luz poética penetra frestas. Que poetas não cogitam entender sobre o que não necessita ser entendido porque descobrem o prelúdio pessoal, intransferível da poesia.

Alguns textos atropelam pensamentos e nascem. Alguns são velhos rabiscos esgotados.

Enxugo a testa e o que não entendo permanece refugiado porque escondido seguro está. Até que a luz se faça, até  o que em mim se disfarça, até que o até aconteça, eu escrevo erro berro e borro. Pagã.


Escrito por Diana-Dru às 19h04
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Segunda-feira , 01 de Agosto



Eu quis falar sobre o amor. Mas nenhum poema compreendeu a intenção. Andei por dicionários buscando palavras, significados. Todas me pareceram mestiças demais. Nenhuma aceitou casar com o verso seguinte. Senti-me culpada por não conseguir estabelecer uma relação de amor sobre o próprio amor. Entendo que por trás de toda palavra o amor brinca de esconde-esconde.

Não desisti de escrever sobre o amor. No escuro, compreendo a busca pela nitidez das metáforas perfeitas. Palavras são encontros do acaso. Descobertas de bem-querer. Sem a pressa da busca ou da perfeição. E isto também quer dizer amor.


Escrito por Diana-Dru às 20h43
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Hope


Quando o sol visita minha estreita janela, deixa réstias de luz espalhadas sobre a minha cadeira preferida onde descanso a falta de sono, de sonho. A esperança sempre me pareceu vestir cetim enquanto eu, envolta em panos simples, vivo estampando cores e formas. Um dia por vez.

Cuido dos poucos, mas fartos planos. E asseguro-lhes que as horas têm mãos que aquecem borboletas até alçarem vôos enigmaticamente perfeitos. Quantas vezes o que parece não ter rumo nem prumo, voa...?


Escrito por Diana-Dru às 20h08
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Sábado , 30 de Julho



Trânsito

 

 

Não bloqueio sonhos. Mas quem guarda mantém olhos fechados para detalhes. Ando calma sem assustar mistérios. Silêncio desarmado como quem tece pacto pesado.

Ando calada como recomeço de estrada, um verbo rouco em garganta inflamada. Uma entrelinha vermelha que desnuda papel e cai.

E o fato: nunca estou onde o poema se põe. Nunca me acho quando por ele estive. Tampouco me perco por onde nele nunca fui. Só-sigo-em-trânsito.


Escrito por Diana-Dru às 22h28
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Quinta-feira , 28 de Julho



Per Te

 

 

Não sombreei tuas cores... mas desaparecem.

 

  

Seria a rota de um sonho

Não fosse a cor do cobre

Dourado

 

Seria o sustento

Não fosse esmola

Colorindo cestas

Chapéus

 

Assim eu danço

Sem estrelas.

 

Sonho (in)vocação

A própria paixão

Seja quanto como for

Sempre (nos) custa

 


Escrito por Diana-Dru às 14h43
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Terça-feira , 28 de Junho


Especial BRASIL


 

Para assinar a carta manifesto clique na tarja acima.


Escrito por Diana-Dru às 23h40
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Quarta-feira , 22 de Junho


SIM


 

cedo

quase

sempre

 

inocente

 

porque

os

 desejos

têm

asas

!

?


Escrito por Diana-Dru às 10h38
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Sábado , 11 de Junho


Declaracion


 

A

M

O

R

 

Nós

Menos sós

De olhos fechados

 Em adoração

  

 

 


Te amo al derecho y al revés y no tengo tono ni tino para cantarte mi canción, mi canción que no tiene fin.

Pablo Neruda


Escrito por Diana-Dru às 20h50
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Domingo , 05 de Junho


Meus Poetas - I


 

cansa-me esse espanto

de ao escrever

não saber o que dizer

 

ainda 

que a palavra pese

 

a palavra 

fogo fátuo 

é taciturna

 

...

 

não escrever como Neruda

entristece

mas

não saber ler Neruda

pesa

 

envolver poesia

é desistir do ócio

 

e aceitar

viver em chamas 


Escrito por Diana-Dru às 15h44
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Terça-feira , 31 de Maio


Canto de noite - in color


ando com fome absurda de dizer coisas

mas não há ouvidos

quase tudo cala aqui

 

fico a rondar qual serpente

espiral

preparando bote

 

preciso acertar caminho

 

não tenho mais tempo

para expiação

 

(pecados?)

escrevo com pincéis variados

 

e pra cada sentimento

ensino uma cor a chegar

se vier forte eu caio branco

se clara demais não sei misturar

 

o amor

em qualquer cor

dói sozinho

 

(in color)

                                                                                                                                 Para você Loba. 


Escrito por Diana-Dru às 20h34
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Segunda-feira , 30 de Maio


Aniversário...


um ano
(obrigada pela cor)

 

tanta gente
(tudo tão sortido)

 

um ano
passando passando passando

 

um ano
parando  seguindo  voltando

 


entre nós
nossos laços

 


Obrigada


Diana-Dru


Escrito por Diana-Dru às 15h26
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